quarta-feira, 28 de abril de 2010

A BP e a mancha



Em 20/04, houve uma explosão na plataforma Deepwater Horizon, que ocasionou o desaparecimento de 11 trabalhadores no mar. Na quinta-feira, a plataforma afunda depois de ficar dois dias em chamas. Desde então, descobriu-se que o naufrágio da platarforma ocasionou um severo vazamento de petróleo no fundo do mar, a 1.500m de profundidade, direto das reservas.

A partir daí, a BP, empresa proprietária da plataforma, juntamente a autoridade ambientais americanas, tenta conter o vazamento, que já atinge 1550 km² de extensão, como aparece na imagem acima. Para ter uma noção, olhem o tamanho das cidades!

No site da BP, se pode notar como a empresa tem um bom processo de gestão de crise. Dá para notar pelo seu posicionamento sobre o assunto: http://www.bp.com/



E o que isso tem a ver com Marketing Verde? A BP é famosa por sua mudança de marca, ou rebranding, que ocorreu em 2000. BP anteriormente era a abreviação para British Petroleum, que a partir de 2000 passou a se chamar Beyond Petroleum (além do petróleo), utilizando apenas a sigla BP. Esse posicionamento novo, escancarando grandes investimentos em energias renováveis e redução de emissões, foi muito bem feito do ponto de vista de marketing. Porém existem diversas críticas quanto à veracidade dessa posição.

A matriz energética da BP é formada por 93% de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural. Não seria demais para uma empresa que se intitula Beyond Petroleum? A BP também disse que pretende investir US$1,5bi em energias renováveis, o que representa apenas 6,8% de seus investimentos totais em energia. Além disso, a BP é uma das empresas que mais emite CO2e no mundo: um total de 63 milhões de toneladas em 2007.

No final de 2008, a BP venceu o 1st Emerald Paintbrush Prize do Greenpeace, que premia a empresa que mais faz greenwashing no mundo por esses e outros motivos. AQUI se pode obter mais informações sobre o prêmio, os critérios e sobre a BP.



LINKS EXTRA:

- Vale a pena ver AQUI como esse desastre vem afetando o preço de suas ações na NYSE (Bolsa de Nova Iorque).

- E AQUI o relatório da empresa realizado pelo Corporate Watch, uma organização que faz uma análise crítica das empresas, sob os mais variados aspectos e perspectivas.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Inicia hoje a FIEMA


A 4ª Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente (Fiema Brasil 2010) será aberta hoje, às 14h, em Bento Gonçalves.

São 202 empresas e entidades, do país e do exterior, distribuídas em 15mil m². A feira, destinada a negócios, deverá girar R$ 10 milhões.

A feira dura até sexta-feira e a visitação é gratuita e diária, restrita a maiores de 16 anos, das 10h às 18h. O credenciamento poderá ser feito no site www.fiema.com.br.

Quem vai?

Fonte: Jornal Correio do Povo, 27 de abril de 2010, pg 7.

Update!!
Twittamos e aparecemos no site da Fiema!! :)


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Resultado Enquete #1: Você acredita no Mkt Verde?

Depois de 20 dias, encerramos nossa primeira enquete - "Você acredita em Marketing Verde?" -, com um total de 60 votos.

O resultado foi o seguinte:

75% dos respondentes dizem que há casos verdadeiros e mentirosos em Mkt Verde

13% acreditam que as empresas realmente se preocupam com o meio ambiente

12% acham que Mkt Verde é um modo de enganar as pessoas

Foi muito interessante conhecer a opinião dos leitores do blog e notar que a maioria deles tem uma visão mais positiva do Marketing Verde. De qualquer forma, há muito ainda a ser trabalhado para que mais pessoas pensem dessa forma.

Obrigado a todos que votaram!

domingo, 25 de abril de 2010

Banco Real em Fernando de Noronha

O arquipélago de Fernando de Noronha é uma das principais belezas naturais do Brasil. Cerca de 70% de seu território é ocupado pelo Parque Nacional Marinho, que, desde 1988, é administrado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e se tornou um exemplo de preservação ambiental. 


O Banco Real é o único com agência em Fernando de Noronha e essa foi a primeira da América Latina a receber a certificação ISO14001, em 2009. Dessa forma, o Banco Real soma esforços na preservação do arquipélago que é Patrimônio Natural Mundial – UNESCO.

“Ganha a sociedade como um todo, pois com este tipo de certificação há a garantia de que o Banco Real identifica e controla seus impactos no meio ambiente, bem como está engajado em diminuir seu consumo de recursos naturais”, declara Alexsandro Paschoal, do Núcleo de Gestão Ambiental e Ecoeficiência do Banco Real.

A agência de Fernando de Noronha está certificada por três anos.

ISO14001
A ISO 14001 é uma norma aceita internacionalmente que reconhece empresas preocupadas com o meio ambiente. Ela estabelece um conjunto de regras, procedimentos e práticas que assegura a melhoria contínua na redução dos impactos ambientais, o que também colabora para o controle de custos e melhora do desempenho dos negócios.

Fontes:
www.noronha.pe.gov.br 
www.bancoreal.com.br/index_internas.htm?stUrl=/Lists/Notcias/DispForm.aspx?ID=234
http://karitas.com.br/noticias/agencia-bancaria-de-fernando-de-noronha-recebe-certificacao-ambiental-iso-14001.html

O Banco Real faz parte do Grupo Santander e tem a sustentabilidade na sua missão. Você já viu isso em um banco? Acha que funciona? 

Veja o vídeo do Grupo, sobre esse assunto. Eu acho que funciona, sim, e estimula muita gente a fazer o mesmo.



Saiba mais sobre as práticas do Banco Real: www.bancoreal.com.br/sustentabilidade

sábado, 24 de abril de 2010

Parceria sustentável Wal-Mart

Vocês lembram do primeiro post?!

"Ao adotar o marketing verde, a organização deve informar a seus consumidores acerca das vantagens de se adquirir produtos e serviços ambientalmente responsáveis, de forma a estimular (onde já exista) e despertar (onde ainda não exista) o desejo do mercado por esta categoria de produtos."

O que acham dessa iniciativa do Big (Wal-Mart)?


quinta-feira, 22 de abril de 2010

“Chega de foto de urso polar encalhado”

Recebi esse artigo da Revista Época por envio da colega Débora Pereira, do grupo da Água, e posto para discutir com vocês... 


Russ Lidstone, presidente da agência Euro RSCG, uma das maiores da Europa, afirma que o consumidor não quer empresas filantrópicas. Apenas comprometidas. A Euro RSCG já fez várias campanhas de sustentabilidade, com apelo ambiental, para grandes multinacionais. Sua entrevista ajuda a explicar por que as empresas não estão tendo tanto sucesso quando se esperava para vender produtos mais ecológicos e mais baratos. A chave para Lidstone é a comunicação. “Chega de foto de urso polar encalhado”, diz ele em entrevista à revista Época.

Época – As empresas sabem comunicar seus produtos verdes?
Russ Lidstone – Muitas decisões de consumo serão influenciadas pelo grau de sustentabilidade de uma marca. No entanto, muitas empresas recorrem ao clichê ou à hipérbole. As imagens usadas confundem as pessoas. Deveria ser o contrário. Quem nunca viu propagandas com icebergs derretendo e os ursos polares encalhados? As imagens são projetadas para chamar nossa atenção, mas acabam nos distanciando do problema. São exageradas e estão longe da nossa vida cotidiana.

Época – Por que isso acontece?
Lidstone – Ainda não existe uma linguagem amplamente compreendida. Se os consumidores ainda não sabem por que diminuir seu impacto socioambiental pode fazer diferença, de que adianta colocar nas embalagens informações sobre a redução de emissões de gás carbônico? Os consumidores querem informações compreensíveis, com contexto. Algo como: se você usar este produto em vez daquele vai economizar o equivalente a três árvores. Eles também querem sentir que a empresa está se esforçando. Não esperam corporações totalmente filantrópicas, mas sim comprometidas.

Época – O senhor acredita que o consumo verde não decola por causa da publicidade ineficaz?
Lidstone – Até certo ponto, sim. Mas os governos também precisam fazer sua parte. Isso requer tempo, esforço e mudanças de comportamento em massa.


Concordo com o que foi dito acima. Acho que é por não apresentarem uma abordagem mais palpável e por tentarem demais que as empresas falham na comunicação de suas ações para o bem do meio ambiente, não obtendo retorno de seus investimentos.

O Marketing Verde deve levar aos consumidores informações reais e práticas de como seu produto/serviço pode ser bom para eles e para o meio ambiente agora, com impactos claros e diretos. Essa deve ser a comunicação constante para dar retorno à empresa.

Quanto às práticas ligadas à produção e não ao uso dos produtos, essas têm comunicação mais complicada mas nem por isso deve-se deixar de fazer. Há pessoas - e espera-se que esse modo de pensar e agir se multiplique - que levam essas práticas em consideração na hora da compra. Não basta comprar o produto que polui menos no uso se a sua produção desrespeita o meio ambiente. Um produto só é ecologicamente correto se a sua produção também é e é essa comunicação ao cliente o maior desafio do Mkt verde.

O que você acha sobre isso?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Audi quer ser verde

Quando se pensa em Audi, logo vem a mente sofisticação e esportividade em veículos.
A marca agora quer ser lembrada também como "amiga do meio ambiente".

Seus veículos tem motores potentes e econômicos que, na Europa, utilizam diesel (menos poluente que gasolina). Além disso, a linha de produção da Audi é enxuta e "clean" e os materiais que constituem os veículos são mais duráveis e seus faróis e luzes internas são com leds.

Faltam informações mais detalhadas sobre esse plano da montadora se tornar "green" mas, pelo visto, ela está no caminho certo.

Abaixo, dois vídeos ressaltando que a tecnologia da Audi é "Good for the environment, good for you".

- Comercial controverso que gira em torno do suicídio para divulgar o "Clean Diesel" - combustível do A5 TDi.



- Comercial veiculado no Super Bowl (fev/2010) mostra o que seria uma cidade vivendo a neura do ecologicamente correto - com pessoas sendo presas por utilizarem lâmpadas incandescentes, por exemplo.



Não gostei muito da idéia do primeiro comercial - achei meio pesado -, mas gostei bastante do segundo.
Ele ficou engraçado e passou a mensagem que a Audi queria. 

Aproveito esse segundo vídeo para um pergunta: você acha que a sociedade do comercial pode ser real no futuro?

Fontes:
http://portalexame.abril.com.br/blogs/4p/2010/02/18/novo-comercial-da-audi-abusa-do-ecologicamente-correto/
www.audi.com.br
www.audisfera.com.br

What?!

Dêem uma olhada nessa foto de um Toddynho e se assutem. 




No final das contas, a mensagem está correta mas a forma como foi apresentada está muito errada. 
A primeira coisa que eu vi foi o título "É divertido ajudar o planeta", a segunda foi o textinho "Desmatando as florestas". Hãn?? Deixei o atordoamento de lado e li o resto. Ok, fez sentido mas não ficou legal. A primeira vista é chocante e passa a mensagem exatamente oposta a pretendida.
Além disso, há outros pontos ruins: o erro de português no box - "Reciclar uma tonelada de papel poupam quantas árvores?" -  e o desenho bizzaro - o "Sr. Porcão" parece ter um cigarro na boca.
Apresentação pobre e bem mal pensada. A idéia era boa mas o resultado não correspondeu. Uma pena que um produto voltado ao público infantil vá para o mercado passando uma mensagem tão deturpada.


E você, o que achou? Comente e nos deixe saber a sua opinião.


Fonte: http://portalexame.abril.com.br/blogs/4p/2010/04/09/pepsi-errou-feio-na-nova-embalagem-de-toddynho/

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Case #1: Philips


A sustentabilidade já não pode ser considerada um diferencial competitivo. Em um futuro próximo, empresas que não realizarem ações sustentáveis serão engolidas por um mercado cada vez mais exigente. Hoje, o assunto é realidade para companhias como a Philips, que inclui o tema em sua estratégia de Marketing.

Boa parte do portfólio da Philips é composta por produtos que geram gasto de energia. Por isso, a empresa procura contribuir de duas formas para minimizar o impacto. A primeira é reduzir o consumo de eletricidade de seus produtos, enquanto a segunda é investir em tecnologia de modo a satisfazer as gerações atuais sem comprometer as futuras.

Desde sua inauguração, em 1891, a empresa holandesa se preocupa com o desenvolvimento de produtos e com o seu público interno, composto por 116 mil funcionários em mais de 150 países. Nos últimos anos, essas questões ficaram mais fortes e, em 2010, a sustentabilidade entrou definitivamente na estratégia da empresa.

Em 2009, os produtos verdes da Philips representaram um total de 31% das vendas globais de US$ 33 bilhões, contra 23% em 2008. Durante o período, foram mais de 400 milhões de euros investidos e 800 produtos sustentáveis lançados. “Para ser um produto verde é preciso unir o design à eficiência, economizar energia, usar menos embalagem e substâncias tóxicas, ser mais leve, ser reciclável e ter um tempo de vida maior. Se o produto tiver pelo menos três desses critérios já é considerado verde”, explica a Gerente de Sustentabilidade da Philips, Renata Macedo.

Uma prova de que sustentabilidade é uma constante na empresa há bastante tempo é o Programa EcoVision. Lançado em 1994, o projeto está em sua quinta edição e é apoiado em aspectos como educação, preservação ambiental e responsabilidade com o meio ambiente para trazer novos produtos aos consumidores. Suas metas são monitoradas por um sistema on-line que acompanha o progresso das divisões de produto em todo mundo.

Até 2015, a expectativa da empresa é facilitar o acesso à saúde a mais de 500 milhões de pessoas, melhorar a eficiência energética dos produtos e processos em 50% e dobrar a coleta de resíduos, a reciclagem e o uso de materiais reciclados. Em dezembro de 2008, a marca lançou em Manaus o piloto do Programa Ciclo Sustentável Philips, que recolhe lixo eletrônico e, no mês de março desse ano, em cerimônia que contou com a presença do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a Philips anunciou a ampliação do Programa com mais 40 postos de recolhimento em 25 grandes cidades do país.

Mais uma estratégia da Philips no sentido de engajar seus consumidores no plano sustentável é o blog que manté desde 2007, o Energia Eficiente, que promove idéias sustentáveis, divulga notícias sobre novas tecnologias e disponibiliza uma lista de sites de acordo com o tema que podem agradar tanto crianças quanto adultos.



A adoção de práticas sustentáveis é um caminho sem volta para as companhias, que devem incorporá-las ao seu planejamento estratégico e às ações de Marketing da empresa, desde que sejam coerentes com sua prática e tenham um sentido educacional, de inspiração, para que outras empresas também estejam alinhadas ao tema.

Fontes:

Mais sobre o Programa EcoVision:

Mais sobre o Programa Ciclo Sustentável Philips: